Sobre 2014 e para 2015

O ano passou voando.
2014 não chegou nem perto do que eu imaginava pra ele. Eu tinha muitos planos para o blog, para a minha carreira de trabalho e para o meu relacionamento. E tudo foi por terra abaixo já em janeiro.

Meu pai, cardiopata há oito anos, teve a saúde muito debilitada por causa de uma parada cardíaca. Não pensei duas vezes antes de largar tudo em São Paulo para ajudar a minha mãe a cuidar dele no RS. Abri mão da minha carreira para me aproximar da família, que pra mim sempre foi a coisa mais valiosa dessa vida. O prognóstico não era bom: entre idas e vindas de semanas em hospitais, tivemos a notícia que apenas um transplante cardíaco poderia salvar a vida dele. E mesmo assim, o coração novo teria que vir rápido. Ele tinha pouco tempo.

Os posts que vocês leram aqui no blog durante 2014 foram feitos com muito amor e dedicação, mas sempre nos períodos que a gente tinha algum respiro quando meu pai se sentia melhorzinho. Amaria reencontrar meus planos lá do início do ano e postar todos os dias, mas eu tinha uma prioridade muito clara na minha cabeça: aproveitar todos os momentos com a pessoa que eu mais amo nessa vida.

E nesse meio tempo, ainda contornei uma crise no meu relacionamento, que parecia não ter fim. Por muitas vezes pensei que não teria mais forças para continuar. A fraqueza bate naquelas horas de cabeça vazia, não adianta, mas cabe a cada um de nós saber a hora de arregaçar as mangas e voltar ao batente, certo? E assim fiz isso durante o ano todo.

Em novembro, recebi o telefonema do hospital dizendo que havia um coração compatível com o do meu pai. Voamos para o hospital, ele fez a cirurgia, mas era um pouco tarde demais. O corpo debilitado não conseguiu segurar uma infecção comum e assim eu tive a maior perda da minha existência. Faz um pouco mais de um mês e, quem já passou por isso sabe bem, é difícil de lidar. Eu tive o melhor pai que eu poderia ter, fui abençoada por 28 anos de convivência com um ser humano incrível, que moldou meu caráter e que me deixou só coisas boas.

Com isso tudo, eu acreditei muitas vezes que 2014 só judiou de mim. Foi um ano duro demais para quem tinha tanta expectativa boa em relação a ele. Mas pensando bem, continuo acreditando que tudo vira aprendizado e vem para nos deixar mais fortes. O ser humano é robusto o suficiente para suportar dores, perdas e se levantar quantas vezes for necessário.

01

E o que desejar para 2015?
Dessa vez, não será nada palpável, nada que eu possa tocar, comer, usar.
Eu quero para o ano que vem aproveitar tudo muito mais, mas principalmente as pessoas e os momentos bons. Não perder meu tempo com queixa de coisas banais. Ser mais generosa, menos temperamental. A mudança será em como eu vou passar a ver o mundo e não como o mundo me verá. E, peço humildemente, que vocês também façam essa reflexão. A gente está aqui só de passagem, gente. Não dá pra perder tempo com coisas que não nos acrescentam. Amem, se permitam ser amados. Briguem, mas façam as pazes. Caiam, mas se reergam. Percam, mas não desistam. Nunca.

E o bloguinho?
Vai continuar aqui, sempre com amor e carinho, cheinho de novidades e coisas bacanas!

Um beijo enorme no coração de vocês e um 2015 cheio de saúde. O resto, a gente corre atrás!

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