Finalmente, depois de anos e anos pagando aluguel, vendo meu dinheirinho suado ir para um imóvel que não era meu, consegui comprar a primeira casa. \o/ Quem já passou por isso sabe a sensação boa de “venci na vida” que dá e o frio na barriga que surge quando você assume uma dívida grande e duradoura como o financiamento. Dado esse passo, com uma reforma prestes a começar, resolvi compartilhar com vocês tudo o que for acontecendo a partir de agora, já que a ideia do blog, desde o início, foi incentivar, alertar e dar dicas para quem pensa em sair da casa dos pais e partir para uma aventura linda, sozinha, em uma casa nova.

Nesse primeiro capítulo, porém, me permitam fazer um flashback. Eu e meu marido começamos a procurar apartamento no início do ano passado. Vimos alguns, até que veio uma suuuper oportunidade. Um apartamento de 3 quartos, em um condomínio novo e perto do que alugamos hoje. Por ser uma dação (imóvel que a construtora recebe como parte do pagamento de um novo), estava com o preço lá embaixo. E aqui vai o meu primeiro conselho: certifiquem-se de que a documentação do imóvel esteja TODA EM DIA antes de qualquer coisa, principalmente de dar a entrada. Sabe por quê? Simples: nós gostamos do apê e fechamos em palavra com a construtora. Aí, recebemos aquela pressão para dar  valor inicial. Do tipo: “vocês têm até amanhã para depositar a entrada, senão liberaremos o imóvel para outros interessados”. Bom, já que era um super negócio, nos apressamos e fizemos o que tínhamos acordado dentro do prazo.

SÓ QUE essa empresa – que eu não recomendo pra ninguém – viu lá pelas tantas que faltava uma série de documentos do antigo dono do apê, que nunca chegou a morar no imóvel. E assim passaram-se meses. Oito, pra ser mais exata. Meses de atendimento ruim, de e-mails não respondidos, de “semana que vem tudo fica pronto” e por aí vai. Aqui, a segunda dica: apenas fechem negócio com construtoras que amigos próximos te recomendem. Porque ó, na hora de fechar o trato eles são super solícitos, agora, na hora de solucionarem seu problema, alguns simplesmente somem. Aí a Giovanninha aqui deu uma pequena surtada. Poxa, oito meses! Já tinha começado a achar que não era pra ser. Não tinha mais tesão pelo apartamento só pelos vários rolos e incomodações. Eu e meu marido brigávamos muito por isso. Abrimos mão de viajar para dar a entrada. Até a construtora tava cansada da burocracia de tudo, do vai e volta de documentação no banco/cartório/ex-proprietário. Por isso, aceitou o nosso pedido de destrato, desde que escolhêssemos algum outro imóvel que fosse deles. Pra evitar mais estresse e não perder uma parte ($$) do que já tinhamos pago, concordamos e lá fomos nós.

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Pena que não deu certo. 😦

Antigo e espaçoso ou novo e pequeno?
Já que teríamos que buscar uma nova opção, eu e meu marido entramos em um dilema: escolher um apartamento mais antigo, sem infra de condomínio, porém maior ou um mais novo, com piscina, jardins de monte de coisa, porém de metragem menor? Como eu morei a maior parte da minha vida em apartamentos mais antigos, sempre curti a ideia de comprar um que já tivesse uns 20, 30 anos. Afinal, as construções mais antigas têm pé-direito alto, cômodos espaçosos e arejados. O que estamos alugando hoje fica em um condomínio novo e é cheio de piscinas, pracinhas, churrasqueiras e salões de festas. Moro lá há dois anos e usei a piscina UMA vez. Sim, UMA ÚNICA VEZ nesse calor do inferno que faz em Porto Alegre no verão. A cozinha é beeeeem pequena (e por isso que criei esse pôster aqui). O banheiro então, nem se fala. Depois de ver algumas opções, tínhamos duas na mão, com o mesmo número de quartos:

APARTAMENTO NOVO:
– Infraestrutura de condomínio;
– Piscina e churrasqueira sempre à disposição;
– Construção nova;
– 70m2;
– Preço alto pelo metro quadrado;
– Possibilidade de pequena/média valorização;
– Sem necessidade de reforma.

APARTAMENTO ANTIGO:
– Sem infraestrutura de condomínio;
– Construção antiga;
– Pé direito alto e cômodos amplos;
– 126m2;
– Preço bom pelo metro quadrado;
– Grande possibilidade de valorização;
– Com necessidade de reforma.

Bom, não sei vocês. Mas eu optei por ter um imóvel mais amplo e arejado, mesmo tendo que fazer reforma, em detrimento das facilidades de um condomínio novo. Uma questão bem pessoal mesmo, que sei que muitos não pensariam igual. Mas enfim.

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A sala da casa nova. ❤

ITBI e escritura

Uma coisa bem importante para marinheiros de primeira viagem como eu: se você acha que depois de assinar o contrato e antes da reforma você vai respirar aliviado financeiramente falando? Pois esqueça. Existe um imposto chamado ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) que crava uma faca no seu bolso. O valor dele gira em torno de 3% do valor do imóvel, sem contar o imposto sobre o valor do financiamento. Ou seja, a terceira dica: guarde dinheiro para o ITBI e para as despesas de cartório, que são pagas todas à vista, logo depois da assinatura do financiamento.

Bom, o post já tá enorme, né? Cenas dos próximos capítulos: como pensar a reforma.

:*

Posted by:Giovanna Delfini

Jornalista, gaúcha, gremista, curiosa, teimosa, exagerada.

4 replies on “Diário de uma mudança – capítulo 1: o estresse com a construtora e a decisão de comprar um imóvel novo ou antigo

  1. Hihihi! Essa saga quero seguir de perto, Giovanna! Sua história está parecendo um pouco com a minha… é espera que não acaba mais!
    Há cinco anos saímos do aluguel pra um apto menor e mais novo. Que ódio. Primeira noite já não dormi um segundo sequer, pois atrás do condomínio há uma garagem dos ônibus coletivos daqui de Goiânia. Pensa! Noite inteira tudo funcionado como durante o dia?! Pra piorar a construção do condomínio é de pessima e escuto até os puns dos meus vizinhos 😝
    Bom, agora estamos esperando a burocracia (dois meses já) pra poder finalmente negociar uma casinha, antiga, mas que vai ficar com a cara do que gosto, além do quintal bacana pros meus dois rebentos brincar!
    Toda sorte!

    1. Andréia, que bom que não sou a única! hahahaha
      Pois então, essas novas construções super oferecem maravilhas em termos de estrutura de condomínio, mas nada como uma construção antiga, feita de cimento e tijolo maciço mesmo! Toda a sorte pra nós! ❤ beijooo

  2. Fico muito feliz por você e seu marido Giovanna, pelo que ando pesquisando não existe muita escapatória, as construtoras tendem a um desrespeito de cumprir com prazos, gerando uma grande angústia para os clientes, cá entre nós, só queremos um lar próprio. Toda do mundo para vocês na casa nova! #Apartamentoterapia ❤

  3. Quero ver tudo , esse lar vai ser tombamentooo, um arrazô , mil vezes imovel antigo, é mais barato e a diferença vc reforma e deixa como quer, fora que nos imoveis pequenos vc gasta mais ainda com planejados, ja nos maiores vc pode comprar oq bem quiser. feliz 2017 pra vcs, muito amorrrrr pra vcs na casa nova 😀

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