Diário de uma mudança – capítulo 2: como pensar uma reforma

O segundo capítulo da saga da casa nova vai falar sobre como pensar uma reforma. Acredite, é bastante simples, porém somente quando bem planejada e pensada. Para facilitar, vamos em tópicos.

1. Saiba bem o que vai fazer na casa.
Como você já tem a planta do apê, deve imaginar o que vai fazer. O que derrubar, o que deixar, o que modificar. Em casos como o meu, quando o imóvel é antigo, veja se é necessário trocar janelas e rolos de persianas e reveja a hidráulica e a elétrica. Confira se não há peças de madeira com cupins. Quando o imóvel for novo, esses passos já podem ser desconsiderados.

2. Comece prevendo o que vai gastar com material.
Uma vez que você já tenha virado o Pinterest – além deste bloguinho, claro – do avesso atrás de inspirações, você já vai ter uma noção do que vai querer de material nos cômodos. Liste os pisos, revestimentos, tinta, e todos os outros itens e vá de loja em loja levantando orçamentos.Quer um exemplo?  Clique aqui pra ver a tabela que eu usei pra fazer as minhas cotações iniciais. Essa é a parte que mais cansa, com certeza. Mas ó, tem que ser feita sim, porque a diferença de preço entre uma loja e outra é enorme, te garanto. E como os tempos não são de vacas gordas, melhor gastar mais tempo pesquisando preço do que chorar com a carteira magra depois.

3. Faça muitas cotações antes de assinar o contrato da obra.
Uma coisa é mais que certa: você vai precisar de um profissional qualificado para tocar a reforma. Um arquiteto ou engenheiro vai te guiar em muitos sentidos, além de te dar segurança no que tá fazendo, ainda mais quando envolve mexidas na estrutura, elétrica ou hidráulica. É caro? É. Mas pense que é um valor justo para algo que o cara estudou pra fazer e você nisso seria um desastre. Mesmo assim, peça sugestões de pessoas que você conhece e faça cotações. Só pra vocês terem uma noção, a primeira empreiteira que cotamos, nos pediu R$250 mil pra fazer a reforma. QUASE CAÍ PRA TRÁS. Fiquei pensando algo como “FERROU. E FERROU BONITO”. O susto só passou quando cotamos com outros profissionais que não pediram meus dois rins como forma de pagamento. Outra coisa: exija um contrato. Nele, você terá garantia de prazo de entrega, formas de pagamento, além de deixar bem claro o que é responsabilidade de quem.

4. Acompanhe tudo de perto.

Nada de deixar a reforma na mão do profissional e desapegar até que fique pronto. Tem que acompanhar de perto. Até porque, se no meio do caminho você mudar de ideia para alguma coisa, dá tempo de reverter. Depois de pronto, não. Para facilitar, a gente definiu bem a reforma em etapas, que é pra organizar o orçamento que temos e a compra dos materiais:

1) quebradeira (retirada dos pisos e revestimentos que estavam no imóvel e mudança na elétrica;
2) lixamento das paredes;
3) colocação de pisos e revestimentos novos;
4) cubas, mármores, torneiras;
5) pintura;
6) móveis planejados (que deve ser fechado antes para dar tempo de ficar pronto);
7) iluminação;
8) rodapés.

Na reforma da minha nova casinha estamos naquela fase onde tudo tá virado de cabeça pra baixo, sabe? Mas estamos indo, devagar e sempre. Tem horas que dá uma pressa danada de ver tudo pronto, mas aí vem a razão e me acalma.

Para as cenas do próximo capítulo: o que me inspirou para alguns cantos da casa. 🙂

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