Sobre as resoluções para 2017

Que ano esse 2016, hein?! Difícil, cheio de surpresas – e nem todas muito agradáveis, de muito trabalho, ansiedade e desafios. Ano que serviu para repensarmos um pouco o que realmente vale na nossa vida. O quanto o agora é importante ser vivido com intensidade. O quanto parar de procrastinar rende mais coisas boas do que ruins. O quanto amar é importante, mas que o fundamental mesmo é mostrar amor.

Não sei o de vocês, mas meu fim de ano é sempre um balanço das coisas que prometi lá no outro ano. Prometi reclamar menos, mas me peguei muitas vezes me queixando que o trabalho me sugava energias, que não tinha coisa boa pra comer em casa, que a reforma do apartamento não ficava pronta nunca. Mas com as coisas que a vida esfrega na cara da gente como uma lição, eu logo me lembrava de quantas pessoas estão há meses a fio à procura de um emprego, de quantas mães de famílias mal tem água na geladeira e das dezenas de rostos de moradores de rua entristecidos que vejo pela cidade. Chega a me dar vergonha de perceber o quão pequena eu me transformo quando penso que a minha vida não é boa o suficiente. Eu tenho uma mãe maravilhosa. Um emprego. Um marido amoroso. Comprei um apartamento. Tenho saúde. Tive um pai como nenhum outro. Então me digam: por que reclamar? Reclamar do que se eu tenho tudo o que eu preciso? Reflita.

O que falta um pouco na humanidade é se colocar no lugar do outro e entender que, por trás das nossas reclamações ordinárias, há sempre um pessoa com um problema muito pior do que o nosso. É saber que dentro ou fora da nossa realidade há um mundo de pessoas que não possuem a metade das oportunidades que temos. Em 2017, que nós tenhamos lucidez de entender o que a vida nos impõe e busquemos as soluções com sabedoria. Que sejamos felizes e agradecidos por cada novo dia que ganhamos para buscar o que se almeja, amarmos nossa família, arrasar no trabalho, para rirmos com nossos amigos, fazermos planos de vida. Mas que, por favor, reclamemos menos. É o mínimo que nós, humanos dotados de razão, amor e compaixão podemos fazer nessa época de tanto desamor.

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